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por Sarah Germano*

 

Atenção, atenção! Pela primeira vez na história da cidade de Antofágica um morador é visto com um livro de não ficção. Virginia Woolf, já presente com Mrs. Dalloway, volta trazendo o ensaio Um teto todo seu. Mas não se assustem, moradores, trouxemos uma lista com cinco motivos para ler o clássico, indispensável em qualquer biblioteca feminista. Confira a lista:

 

1. Quase cem anos após a primeira publicação, o livro continua atual.
Mesmo que diversas mudanças tenham ocorrido no último século, muitas questões debatidas no livro continuam atuais. Mulheres ao redor do mundo ainda são obrigadas a deixar suas ambições de lado para cumprir tarefas domésticas – só para citar uma das desigualdades que persistem.

 

2. Foi pioneiro ao defender a independência financeira como forma de empoderamento das mulheres.
Virginia Woolf foi revolucionária não apenas por se dedicar à literatura em uma época em que poucas mulheres o faziam, como também ao tratar sobre o tema e outras questões ligadas ao feminismo. A escritora defendia que uma escritora precisa de independência financeira e um espaço próprio, livre de preocupações, para poder colocar em prática o seu talento.

 

3. Para pensar a literatura produzida por mulheres.
No ensaio, baseado nas palestras de Virginia Woolf para faculdades femininas de Cambridge – Girton e Newham –, a autora reflete sobre a produção de colegas escritoras que vieram antes dela, como Jane Austen e as irmãs Brontë.

 

4. Ler Virginia Woolf é entrar em contato com a sua visão de mundo vanguardista.
A autora esteve à frente de seu tempo não apenas por defender o empoderamento feminino muito antes de o tema ser comumente discutido. Bissexual, ela deixou os mais conservadores de cabelo em pé ao falar sobre o amor entre mulheres em Um teto todo seu, assunto do qual já havia tratado em Mrs. Dalloway. Inclusive, sua namorada da época, a autora Vita Sackville-West, esteve presente em uma das palestras que deu origem ao texto do livro.

 

5. O livro inspirou a banda The Smiths a escrever a música “Shakespeare’s Sister”.
O ex-vocalista do grupo, Morrissey, um fã assumido de Virginia Woolf, assim como de Oscar Wilde e outros grandes nomes da literatura britânica, escreveu uma música inspirado em Judith Shakespeare: a irmã fictícia do dramaturgo inglês, imaginada por Virginia Woolf para demonstrar que, se Shakespeare tivesse uma irmã tão habilidosa quanto ele, ela não teria condições de deixar seu talento aflorar.

 

Conheça a nossa edição de Um teto todo seu, com tradução inédita de Vanessa Barbara, fotografias de Luisa Callegari e texto de apresentação da escritora Aline Bei. Posfácios de Ana Carolina Mesquita, doutora em Teoria Literária (USP) e pesquisadora dos diários de Virginia Woolf, da filósofa Renata Cristina Pereira e de Monica Hermini, doutora em Estudos Literários (USP) sobre a estética feminista na obra de Woolf.

Clique aqui e conheça a edição da Antofágica!

 

 

 

*Sarah Germano é uma jornalista que fez a travessia e agora atua na área de marketing. Mãe de humanos e plantas, sempre pode ser vista com um livro nas mãos. Conheça sua newsletter de curadoria de conteúdo acessando  invasoesgermanicas.substack.com

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