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por Sarah Germano*

 

Em um mundo onde as livrarias e bibliotecas ainda são dominadas por títulos escritos por homens, onde as mulheres ganham em média 20% a menos, segundo dados recentes do IBGE (2019), e raramente ocupam posições de destaque no mercado de trabalho, alguns clássicos feministas nos ajudam a entender como chegamos até aqui e como podemos mudar a situação atual. Confira a lista:

1. Reivindicação dos Direitos da Mulher, de Mary Wollstonecraft
Publicado em 1792, é um dos primeiros manifestos feministas e reivindica o direito das mulheres à educação. Séculos após a primeira publicação, muitos questionamentos do livro continuam atuais. A ativista é mãe de outra mulher que marcou a literatura mundial: Mary Shelley, a escritora que inaugurou o estilo conhecido como ficção científica ao publicar o clássico Frankenstein, em 1818.

2. Um teto todo seu, de Virginia Woolf
A autora britânica foi pioneira ao defender a independência financeira feminina como ferramenta de empoderamento. Ela ainda discorre sobre a literatura produzida por mulheres e divaga sobre os talentos do qual o mundo foi privado, já que muitas mulheres não puderam correr atrás de seus sonhos por terem sido encarregadas de cuidar exclusivamente da casa e dos filhos.

3. Mulheres, raça e classe, de Angela Davis
A ativista norte-americana faz um histórico da luta feminista, incluindo as pautas de raça e classe no debate. Em seus primeiros anos, especialmente nos países do hemisfério norte, a luta era focada apenas nos problemas das mulheres brancas, deixando de considerar também questões como as de privilégios raciais.

4. O segundo sexo, de Simone de Beauvoir
Na obra em que afirma “não se nasce mulher, torna-se mulher”, a filósofa revê a história ocidental, abordando as mais diferentes esferas nas quais a mulher é oprimida pela sociedade patriarcal. Beauvoir ainda toca em temas considerados tabu para a época, como a prostituição, a menstruação e a maternidade.

5. A mística feminina, de Betty Friedan
O livro, que foi o estopim para a segunda onda feminista nos Estados Unidos, questiona o papel da mulher, mostrando a insatisfação de grande parte da população feminina ao ser delegada aos cuidados dos filhos e da casa e impedida de desenvolver uma carreira.

6. Quem tem medo do feminismo negro?, de Djamila Ribeiro
O livro, que reúne artigos escritos pela filósofa brasileira, traz questionamentos essenciais sobre nossa sociedade, debatendo temas como empoderamento feminino, racismo e interseccionalidade. Djamila também discute obras de outras autoras feministas, como a francesa Simone de Beauvoir.

 

Conheça a nossa edição de Um teto todo seu, com tradução inédita de Vanessa Barbara, fotografias de Luisa Callegari e texto de apresentação da escritora Aline Bei. Posfácios de Ana Carolina Mesquita, doutora em Teoria Literária (USP) e pesquisadora dos diários de Virginia Woolf, da filósofa Renata Cristina Pereira e de Monica Hermini, doutora em Estudos Literários (USP) sobre a estética feminista na obra de Woolf.

Clique aqui e conheça a edição da Antofágica!

 

 

Saiba mais sobre Virginia Woolf:

Virginia Woolf – 12 FATOS sobre a vida e obra da escritora

 

*Sarah Germano é uma jornalista que fez a travessia e agora atua na área de marketing. Mãe de humanos e plantas, sempre pode ser vista com um livro nas mãos. Conheça sua newsletter de curadoria de conteúdo acessando  invasoesgermanicas.substack.com

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